[Sábado, Dezembro 25, 2004]
Do que se faz entender
Sussurre ou Grite!
O dorso do não
me afasta da sensação
da completa imcompreensão de ser
frágil a meus desejos
longa em devaneios
solitários
irresponsáveis por uma gota se quer de dor
tua
pua mortaz, as garras derramam marcas velhas
elas voam falidas de presença
te invadem invisivelmente
morreste em mim
e velo-te em amor
por habitante de mim * 14:33
____________________
[Quinta-feira, Dezembro 23, 2004]
Etílico
Sussurre ou Grite!
Convinha cuspir na poesia,
mas nada nos estraga
(Corrompe a beleza)
Gritei para abençoar tua surdez
massagiei meus seios
e calada
me masturbei.
por habitante de mim * 23:58
____________________
[Segunda-feira, Dezembro 13, 2004]
Sussurre ou Grite!
Satiríase
erro as palavras
mas não os toques
pois esses não se perdem, não te erram
curiosos e certeiros te gemem
toque é movimento grudado à pele
terceiros olhos nos assistem
me permite te lambuzar bem alto
afetando o batimento dessa voyeur vadia
rasga tuas roupas também!
e junta-te a nós e ao prazer quase infantil
três mãos conciliam o choque
esparrama e proclama símbolos
as palavras erram
meu silêncio preferido
exala-se do suspiro
por habitante de mim * 17:44
____________________
Sussurre ou Grite!
Tudo Pela Mentira
São patas, e antenas. Hoje eu sou um chato, amanhã um parasita, mas para sempre teu amado. Não há culpados por teres nascido com um ventre, e muito menos de possuíres um ciclo descompassado. Se não há culpados, não há por que haverem aborrecimentos.
Sempre dizes que sou insensível, e que não sei o que é ficar uma semana sangrando, e antes disso sentir todo o peso do mundo devido ao inchaço da pele. Mas me admira tu, com essa dita sensibilidade, não notar o quão mesquinha e egoísta te tornas. Vá quebrar pratos, matar gatos afogados, mas não venha cá me chamar de insensível, e me contagiar com tua irritabilidade.
Não notas o quão frágil e ridícula te tornas querendo inventar uma feminilidade, aliás, uma feminilidade que nem é tua, mas herdaste da tua mãe, e das amiguinhas de infância, as quais não sabiam quem copiar quando queriam se sentir "mulher", e imitavam essas putas de quinta, as quais se dizem mães de família.
És bela quando és tu, e mais ninguém. Não precisas te tornar consciente da tua beleza, pois essa sempre se mantém. Toda essa composição performática, só te decompõe, meu bem. Sabes bem que representar vai contra tuas verdades, e veja-te agora, te deparas em contradição, pois de grande atriz trágica, acabas se tornando uma comédia.
Não recrimino tua vaidade, recrimino tua invenção "mulher" que criaste para justificar tuas fraquezas. Meu amor, ninguém precisa se sentir submisso a alguém para ser. A beleza está acima de qualquer valor ético, mas não esqueça que as loucuras de Dionísio sempre vencem as soberbas de Apolo, pois estas loucuras dão provas da existência pura, e de todo amor que se encontra na loucura.
por habitante de mim * 17:44
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[Sábado, Dezembro 25, 2004]
Do que se faz entender
Sussurre ou Grite!
O dorso do não
me afasta da sensação
da completa imcompreensão de ser
frágil a meus desejos
longa em devaneios
solitários
irresponsáveis por uma gota se quer de dor
tua
pua mortaz, as garras derramam marcas velhas
elas voam falidas de presença
te invadem invisivelmente
morreste em mim
e velo-te em amor
por habitante de mim * 14:33
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[Quinta-feira, Dezembro 23, 2004]
Etílico
Sussurre ou Grite!
Convinha cuspir na poesia,
mas nada nos estraga
(Corrompe a beleza)
Gritei para abençoar tua surdez
massagiei meus seios
e calada
me masturbei.
por habitante de mim * 23:58
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[Segunda-feira, Dezembro 13, 2004]
Sussurre ou Grite!
Satiríase
erro as palavras
mas não os toques
pois esses não se perdem, não te erram
curiosos e certeiros te gemem
toque é movimento grudado à pele
terceiros olhos nos assistem
me permite te lambuzar bem alto
afetando o batimento dessa voyeur vadia
rasga tuas roupas também!
e junta-te a nós e ao prazer quase infantil
três mãos conciliam o choque
esparrama e proclama símbolos
as palavras erram
meu silêncio preferido
exala-se do suspiro
por habitante de mim * 17:44
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Sussurre ou Grite!
Tudo Pela Mentira
São patas, e antenas. Hoje eu sou um chato, amanhã um parasita, mas para sempre teu amado. Não há culpados por teres nascido com um ventre, e muito menos de possuíres um ciclo descompassado. Se não há culpados, não há por que haverem aborrecimentos.
Sempre dizes que sou insensível, e que não sei o que é ficar uma semana sangrando, e antes disso sentir todo o peso do mundo devido ao inchaço da pele. Mas me admira tu, com essa dita sensibilidade, não notar o quão mesquinha e egoísta te tornas. Vá quebrar pratos, matar gatos afogados, mas não venha cá me chamar de insensível, e me contagiar com tua irritabilidade.
Não notas o quão frágil e ridícula te tornas querendo inventar uma feminilidade, aliás, uma feminilidade que nem é tua, mas herdaste da tua mãe, e das amiguinhas de infância, as quais não sabiam quem copiar quando queriam se sentir "mulher", e imitavam essas putas de quinta, as quais se dizem mães de família.
És bela quando és tu, e mais ninguém. Não precisas te tornar consciente da tua beleza, pois essa sempre se mantém. Toda essa composição performática, só te decompõe, meu bem. Sabes bem que representar vai contra tuas verdades, e veja-te agora, te deparas em contradição, pois de grande atriz trágica, acabas se tornando uma comédia.
Não recrimino tua vaidade, recrimino tua invenção "mulher" que criaste para justificar tuas fraquezas. Meu amor, ninguém precisa se sentir submisso a alguém para ser. A beleza está acima de qualquer valor ético, mas não esqueça que as loucuras de Dionísio sempre vencem as soberbas de Apolo, pois estas loucuras dão provas da existência pura, e de todo amor que se encontra na loucura.
por habitante de mim * 17:44
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[Sábado, Dezembro 25, 2004]
Do que se faz entender
Sussurre ou Grite!
O dorso do não
me afasta da sensação
da completa imcompreensão de ser
frágil a meus desejos
longa em devaneios
solitários
irresponsáveis por uma gota se quer de dor
tua
pua mortaz, as garras derramam marcas velhas
elas voam falidas de presença
te invadem invisivelmente
morreste em mim
e velo-te em amor
por habitante de mim * 14:33
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[Quinta-feira, Dezembro 23, 2004]
Etílico
Sussurre ou Grite!
Convinha cuspir na poesia,
mas nada nos estraga
(Corrompe a beleza)
Gritei para abençoar tua surdez
massagiei meus seios
e calada
me masturbei.
por habitante de mim * 23:58
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[Segunda-feira, Dezembro 13, 2004]
Sussurre ou Grite!
Satiríase
erro as palavras
mas não os toques
pois esses não se perdem, não te erram
curiosos e certeiros te gemem
toque é movimento grudado à pele
terceiros olhos nos assistem
me permite te lambuzar bem alto
afetando o batimento dessa voyeur vadia
rasga tuas roupas também!
e junta-te a nós e ao prazer quase infantil
três mãos conciliam o choque
esparrama e proclama símbolos
as palavras erram
meu silêncio preferido
exala-se do suspiro
por habitante de mim * 17:44
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Sussurre ou Grite!
Tudo Pela Mentira
São patas, e antenas. Hoje eu sou um chato, amanhã um parasita, mas para sempre teu amado. Não há culpados por teres nascido com um ventre, e muito menos de possuíres um ciclo descompassado. Se não há culpados, não há por que haverem aborrecimentos.
Sempre dizes que sou insensível, e que não sei o que é ficar uma semana sangrando, e antes disso sentir todo o peso do mundo devido ao inchaço da pele. Mas me admira tu, com essa dita sensibilidade, não notar o quão mesquinha e egoísta te tornas. Vá quebrar pratos, matar gatos afogados, mas não venha cá me chamar de insensível, e me contagiar com tua irritabilidade.
Não notas o quão frágil e ridícula te tornas querendo inventar uma feminilidade, aliás, uma feminilidade que nem é tua, mas herdaste da tua mãe, e das amiguinhas de infância, as quais não sabiam quem copiar quando queriam se sentir "mulher", e imitavam essas putas de quinta, as quais se dizem mães de família.
És bela quando és tu, e mais ninguém. Não precisas te tornar consciente da tua beleza, pois essa sempre se mantém. Toda essa composição performática, só te decompõe, meu bem. Sabes bem que representar vai contra tuas verdades, e veja-te agora, te deparas em contradição, pois de grande atriz trágica, acabas se tornando uma comédia.
Não recrimino tua vaidade, recrimino tua invenção "mulher" que criaste para justificar tuas fraquezas. Meu amor, ninguém precisa se sentir submisso a alguém para ser. A beleza está acima de qualquer valor ético, mas não esqueça que as loucuras de Dionísio sempre vencem as soberbas de Apolo, pois estas loucuras dão provas da existência pura, e de todo amor que se encontra na loucura.
por habitante de mim * 17:44
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[Sábado, Dezembro 25, 2004]
Do que se faz entender
Sussurre ou Grite!
O dorso do não
me afasta da sensação
da completa imcompreensão de ser
frágil a meus desejos
longa em devaneios
solitários
irresponsáveis por uma gota se quer de dor
tua
pua mortaz, as garras derramam marcas velhas
elas voam falidas de presença
te invadem invisivelmente
morreste em mim
e velo-te em amor
por habitante de mim * 14:33
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[Quinta-feira, Dezembro 23, 2004]
Etílico
Sussurre ou Grite!
Convinha cuspir na poesia,
mas nada nos estraga
(Corrompe a beleza)
Gritei para abençoar tua surdez
massagiei meus seios
e calada
me masturbei.
por habitante de mim * 23:58
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[Segunda-feira, Dezembro 13, 2004]
Sussurre ou Grite!
Satiríase
erro as palavras
mas não os toques
pois esses não se perdem, não te erram
curiosos e certeiros te gemem
toque é movimento grudado à pele
terceiros olhos nos assistem
me permite te lambuzar bem alto
afetando o batimento dessa voyeur vadia
rasga tuas roupas também!
e junta-te a nós e ao prazer quase infantil
três mãos conciliam o choque
esparrama e proclama símbolos
as palavras erram
meu silêncio preferido
exala-se do suspiro
por habitante de mim * 17:44
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Sussurre ou Grite!
Tudo Pela Mentira
São patas, e antenas. Hoje eu sou um chato, amanhã um parasita, mas para sempre teu amado. Não há culpados por teres nascido com um ventre, e muito menos de possuíres um ciclo descompassado. Se não há culpados, não há por que haverem aborrecimentos.
Sempre dizes que sou insensível, e que não sei o que é ficar uma semana sangrando, e antes disso sentir todo o peso do mundo devido ao inchaço da pele. Mas me admira tu, com essa dita sensibilidade, não notar o quão mesquinha e egoísta te tornas. Vá quebrar pratos, matar gatos afogados, mas não venha cá me chamar de insensível, e me contagiar com tua irritabilidade.
Não notas o quão frágil e ridícula te tornas querendo inventar uma feminilidade, aliás, uma feminilidade que nem é tua, mas herdaste da tua mãe, e das amiguinhas de infância, as quais não sabiam quem copiar quando queriam se sentir "mulher", e imitavam essas putas de quinta, as quais se dizem mães de família.
És bela quando és tu, e mais ninguém. Não precisas te tornar consciente da tua beleza, pois essa sempre se mantém. Toda essa composição performática, só te decompõe, meu bem. Sabes bem que representar vai contra tuas verdades, e veja-te agora, te deparas em contradição, pois de grande atriz trágica, acabas se tornando uma comédia.
Não recrimino tua vaidade, recrimino tua invenção "mulher" que criaste para justificar tuas fraquezas. Meu amor, ninguém precisa se sentir submisso a alguém para ser. A beleza está acima de qualquer valor ético, mas não esqueça que as loucuras de Dionísio sempre vencem as soberbas de Apolo, pois estas loucuras dão provas da existência pura, e de todo amor que se encontra na loucura.
por habitante de mim * 17:44
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